segunda-feira, 2 de novembro de 2009

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Cotidiano - Numa área degelada (CHARGE)

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 Nessa charge do Ricardo Mauricio encontramos uma dura realidade que é o aquecimento global relacionado com o biocombustível com o velho sarcasmo do chargista. Nota dez!

Bagaço de cana e palha de arroz

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Criado em 2002, o programa de incentivo às fontes alternativas de energia elétrica (PROINFA) está ampliando a produção de pequenas hidrelétricas  e termelétricas de biomassa agrícola (de bagaço de cana à palha de arroz e resíduos de madeira). Só a produção brasileira de arroz, acima de 10 milhões de toneladas ao ano, produz mais de 2 milhões de toneladas de casca, capazes de gerar de 200 MW a 250 MW de energia, segundo dados oficiais.

O Proinfa organiza, também, o aumento do atual parque eólico brasileiro. Pelos dados do Ministério de Minas e Energia, antes desse programa a produção eólica era de apenas 28,5 MW de potência instalada, mas, em dezembro de 2006, a potência já atingia 236,8 MW. Em 2006 foram inaugurados os parques eólicos de Osório, de Sangradouro e dos Índios, cada um com 50 MW, todos no Rio Grande do Sul; no outro canto do Brasil, no Rio Grande do Norte, começou a funcionar a usina eólica Rio do Fogo, com 49 MW. Os dois estados são conhecidos pela força de seus ventos. A meta para este ano é acrescentar mais 1.400 MW na nossa matriz com energia eólica.

Um aspecto particularmente importante desse programa é promover a geração elétrica a partir de lixo urbano. Em 26 de setembro de 2007, por exemplo, foi realizado no Brasil o primeiro leilão para a compra de créditos de carbono, previsto pelo Protocolo de Kyoto, por uma instância pública: a prefeitura de São Paulo.

Ela recebeu de um banco holandês 34,5 milhões de reais por 808.450 créditos de carbono de sua sociedade (50%) na usina que gera eletricidade queimando gases produzidos pelo lixo do Aterro Sanitário Bandeirantes. A outra parte, de igual volume, foi vendida pelos sócios. Cada crédito correspondeu a 1 tonelada de gases do efeito estufa que o aterro deixou de emitir entre dezembro de 2003 e dezembro de 2006. Nesse período, 1,6 milhão de toneladas de gases deixaram de poluir o ar e viraram dinheiro.


                                                           Bagaço de cana

A energia solar também está em crescimento no Brasil, tanto com a tecnologia fotovoltaica (para eletricidade) quanto a heliotérmica (para aquecer água). A principal barreira é o custo ainda elevado da tecnologia fotovoltaica. Mesmo assim, o governo já contabilizava 30 mil sistemas fotovoltaicos instalados no país até 2004.

Também em 2003 veio o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, que pretende abraçar tanto a produção agroindustrial de larga escala, com soja, quanto os pequenos produtores de mamona, dendê, entre outras plantas das quais se extraem óleos vegetais. O programa prevê a adição contínua de óleo vegetal ao diesel, em proporções e metas anuais, e também está provocando uma corrida de investimentos nesse novo ramo da área de energia.


                                                                                                           Palha de arroz

Energia azul: A energia do futuro

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Energia azul é a energia obtida da diferença entre a concentração de sal entre a água do mar e a do rio com o uso de eletrodiálise reversa (EDR) (ou osmose) com membranas específicas para cada tipo de íons. O resíduo deste processo, é água salobra.
A tecnologia de EDR foi confirmada em condições laboratoriais. Como em outras tecnologias, o custo da membrana foi um obstáculo. Uma membrana nova e mais barata, baseada em polietileno eletricamente modificado, permitiu seu uso comercial. Com isso a energia azul, é considerada mais uma das novas energias que no futuro, quando se esgotarem as energias não-renovaveis, nos trará energia.




Essa não é a primeira vez que se tenta a utilização do mar como fonte de energia.Este vídeo demonstra como a energia pode ser gerada a partir
da água salgada.

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